Butão

Encravado aos pés do Himalaia está o pequeno reino do Butão, que tem como fronteira dois países bastante populosos: ao norte a China, e ao sul a Índia. Viajar para esse destino é de fato para sair do mundo globalizado e entrar no espiritual, visto que “simbolismos ocidentais” como restaurantes de fast food, lojas de marcas, outdoors, entre outros simplesmente não existem ali. Sob o regime de monarquia constitucional, é comandado pelo rei Jigme Khesar Namgyel Wangchuck - o “Rei Dragão” - desde 2006, que inclusive é dono de uma das companhias aéreas que realizam a viagem para o local e mantém um Ministério da Felicidade (!), que tem como indicador principal a Felicidade Interna Bruta, avaliada com o uso de uma série de critérios.

O Butão abriu oficialmente suas portas aos visitantes apenas em 1974, depois de muitos anos em total isolamento, criando um cenário totalmente único, que se reflete nos trajes, na arquitetura, bem como em tradições e costumes, o que aos estrangeiros pode causar um certo estranhamento, como os desenhos fálicos que enfeitam as fachadas das casas em homenagem a Drukpa Kuenley, deus da fertilidade, além de simbolizar prosperidade e afastar espíritos maus. Apesar do Butão de ser um país pequeno e relativamente pobre, as cidades são organizadas, limpas e todos têm acesso à saúde, independente de onde morem. Os locais com maior apelo turístico são: Paro, Thimphu, Gangtey, Punakha e Bumthang; além da pequena vila de Rukha, que há apenas dois anos permite a entrada de visitantes, e ainda tem as características de um país praticamente intocado.