Tóquio

Do tradicional ao moderno em poucos passos

A pulsante Tóquio é considerada a maior metrópole do mundo, em uma combinação entre tradição e modernidade, onde arranha-céus dividem a paisagem com milenares templos budistas. Quando Edo (seu antigo nome) nasceu, o Palácio Imperial tornou-se o centro da cidade, e a região de Marunouchi foi criada para que os senhores feudais passa até os dias de hoje. Uma cidade de moda, modismos e música, que absorveu por completo a cultura consumista ocidental, a começar por sua população mais jovem, que não dificilmente é vista desfilando pelas ruas de cabelos coloridos, visual extravagante de acordo com as últimas criações de famosos estilistas, e claro, equipada com os mais novos lançamentos em tecnologia. Principal centro político, econômico-financeiro, comercial, educacional e cultural do Japão, Tóquio é sede de grandes empresas dos mais variados setores, mas para saber mais sobre a cidade, não basta apenas passar pelos principais pontos turísticos, é preciso vivê-la, e a melhor forma de fazer isso é visitando os seus bairros.
De um lado de Shinjuku está concentrado o centro administrativo de Tóquio, com prédios como o do governo (uma vez que a cidade é a capital do Japão), de onde é possível ir de graça até o topo e apreciar um lindo pôr do sol. Do outro, a vida noturna, com cinemas, teatros, videokês, bares e casas de pachinko (videogames). Não é à toa que sua estação de metrô é a mais movimentada da cidade; diariamente passam cerca de 2 milhões de pessoas (!) por ela, indo e voltando de seus destinos. Há ainda um lindo parque, Jardim Gyoen, onde as pessoas fazem piquenique ou descansam após o trabalho. Ao redor da estação de Harajuku está a rua Takeshita, destino preferido das adolescentes que gostam de inovar quando o assunto é moda, onde também está situada uma loja já conhecida no Brasil, a Daiso, com utilidades ao preço de 1 dólar ou 100 yens. Já a rua Omotesando é ideal para quem aprecia as famosas grifes de roupas. Bem no centro de Tóquio, mais especificamente em Shibuya está um verdadeiro oásis: é o Templo Meiji-jingu, santuário xintoísta (religião nativa do Japão) totalmente destruído durante a Segunda Guerra Mundial, e reconstruído por completo com donativos apenas em 1958. Aliás, essa cumplicidade é uma grande característica do povo japonês, que não mede esforços para cuidar da sua terra.
Asakusa é considerada a “Tóquio Antiga” por abrigar o templo budista mais antigo da cidade, popularmente conhecido como Akusa Kannon, apesar de originalmente se chamar Senso-ji. Construído em 628, tem como principal entrada o Portão Kaminarimon, com apenas cinquenta anos, pois o antigo havia sido destruído, e ponto de partida para os turistas se posicionarem a fim de obter a melhor foto possível. Dentro do templo, a rua Nakamise-dori, cheia de lojinhas com os mais variados artigos, desde alimentos típicos, leques a roupas de samurai, gueixas, e lembrancinhas de viagem, etc. Ao final da rua, está o Portão Hozo-mon e o templo principal, laminado a ouro, com paredes e teto enfeitados com obras de arte, além da imagem original da deusa Kannon, para quem foi construído o santuário. No distrito de Chuo está o mercado de peixes Tsukiji Market, o maior do mundo inclusive, onde ocorre o famoso leilão de peixes, prestigiado por pessoas do mundo todo, que muitas vezes chegam às 2 horas da manhã para poder ver o evento completo. Sem dúvida o bairro mais luxuoso de Tóquio é Ginza, a começar pelo seu significado - prateado - devido ao fato de ser sede da antiga casa da moeda, construída em 1612. Com duas famosas lojas de departamento, também concentra as maiores e mais famosas grifes do mundo, com algumas partes ocidentalizadas - tal como em Odaiba, bairro mais moderninho de Tóquio, com shoppings e prédios futurísticos -, mas muitas tradições mantidas intactas.