Albânia
A autoria da frase é insondável. Mas andam dizendo que a Albânia é “o último país punk da Europa”. A ideia não tem nada a ver com cabelos moicanos e couro cravejado de metal, mas faz sentido. Ao entrar em território albanês, nos Balcãs, a sensação é de rebobinar um par de décadas. Os bares ainda são esfumaçados, os motoqueiros não usam capacete, turistas ocidentais chamam a atenção nas ruas (quando eles existem) e os preços são inimagináveis em qualquer outro lugar do Velho Continente.

Além de ser baratíssima, e de ter essa atmosfera de fim de mundo quase impossível de encontrar no resto da Europa, a Albânia tem muito a oferecer. Minha principal motivação foi o litoral. Dando uma olhada no mapa, você verá que o país é o último reduto do Mediterrâneo europeu sobre o qual quase ninguém ouviu falar. E isso porque está bem ao lado das ilhas Jônicas da Grécia, da Riviera Croata e do salto da bota da Itália. Por associação, era de supor que a costa albanesa tivesse mar azulíssimo e cristalino, praias bonitas, oliveiras, vinhedos e muitos dias de sol ao ano.

Tudo isso se confirmou. O pedacinho conhecido como “Riviera Albanesa”, que vai de Sarande até Dhërmi (veja o mapa abaixo), é marcado por montanhas altíssimas que despencam vertiginosamente sobre praias de pedrinhas arredondadas, com água absolutamente cristalina. Um pouco ao sul de Sarande, Ksamil tem alguns trechinhos de areia branca.

Já no interior, há duas cidadezinhas albanesas onde não há risco de que um edifício rosa-choque ou verde limão estrague o melhor da festa: Berat e Girokastra, ambas fundadas como Patrimônio Universal pela UNESCO em 2008. A primeira é conhecida como “a cidade das mil janelas”, cuja história remonta ao Império Bizantino e ao século 3. A segunda é Girokastra (cidade natal de Enver Hoxha), coroada por um castelo do século 12.

Fonte: Viagem e Turismo
 

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